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Trocando forma de pensar (mudando mindset) de empresário para 'empregado'

Fechando a startup e voltando para o mercado de travalho

Se ainda não me conhece empreendi desde 2011 até junho/2019 e resolvi voltar para o mercado de trabalho e não é por motivos que quebrei financeiramente, indo na contramão do hype de startups.

Acredito que surgiu diversas perguntas em sua cabeça ao ler o texto acima, acredite que na minha cabeça foram longos meses (quase 1 ano) refletindo sobre o assunto, colocando no papel os prós e contras, imaginando como seria, como me portaria em algumas situações até que por fim resolvi experimentar um ambiente novo, “desconhecido” e acredito que seja desafiador (pelo menos para mim).

Recomenda à leitura desse blogpost Encerrando ciclos, viva no presente não se paralise pelo passado

Como pensava durante alguns anos?

Quando entrei na área de engenharia de software (desenvolvimento, programação) meus colegas de trabalho me auxiliaram criar um pensamento o de que carreira seria uma escada onde começaríamos como desenvolvedor Júnior (baixa experiência e com muita sede de aprender) até um cargo de executivo (muita experiência e perfil de líder, na época não sabia o que era liderar e chamava de chefe), seguindo uma escada mais ou menos assim:

  1. Estagiário
  2. Desenvolvedor Júnior
  3. Desenvolvedor Pleno
  4. Desenvolvedor Sênior
  5. Líder técnico
  6. Gerente de desenvolvimento ou projeto
  7. Gerente da área de tecnologia
  8. Diretor da área de tecnologia
  9. Empresario - big boss, esse tópico surgiu depois de alguns anos trabalhando

Conforme o tempo vai passando e vamos ganhando experiência na área técnica começamos perceber que não é uma escadinha e podemos nos manter na área técnica ou gestão - vulgo chamada carreira em Y - dependendo do perfil do profissional, onde cada pessoa senta mais familiaridade (gostar).

Para chegar nesse pensamento tive que me desconstruir diversas vezes e conversar com diversas pessoas para entender o que elas pensavam sobre o assunto, até em um discernimento e conseguir discutir sobre assunto.

Em 20182019 palestrei bastante sobre a carreira do engenheiro de software, expondo porque existe especialização academia (por exemplo, MBA) e falando sobre essa tal de carreira em Y.

Mesmo depois dessa viagem de desconstrução pessoal o meu pensamento sobre se tornar empresario não mudou, ou seja, uma vez empresario sempre empresario e terei que criar outra empresa caso canse do que estou fazendo.

Durante alguns momentos de meditação voltada para meu lado profissional eu comecei refletir sobre esse assunto, até relacionar meu antigo pensamento com a área de desenvolvimento de software e empreender, surgindo turbilhões de questionamentos:

  • Por que não posso voltar para o mercado caso eu queria?
  • Estou quebrado financeiramente para voltar ao mercado?
  • Só voltarei para o mercado caso eu quebrei e não consiga recomeçar?
  • Uma vez empresario, sempre empresario?
  • O que eu gosto de fazer? O que tenho prazer de fazer?

Como comentado foi um processo longo para conseguir responder algumas perguntas, mergulhando dentro do meu próprio eu e com muita ajuda de terapia, sempre evoluindo pessoalmente um degrau por vez.

Dizem que empreender faz ganhar muito dinheiro, mas gastamos igual ou mais com terapia.

Voltei ser funcionário?

Sim e não, meu perfil de empreendedor (fazer o projeto/empresa acontecer) é uma característica pessoal minha, onde não quero mudar (acredito que consigo, mas não quero).

Hoje ocupo o cargo de head de engenharia no Jusbrasil que é referência no mercado Jurídico Brasileiro, tocando um projeto que tem tudo para revolucionar a forma que os advogados produzem suas peças.

Em 2014 palestrei muito sobre empreendendo dentro da empresa que você trabalha e mesmo assim eu voltei pensar ao contrário da forma que pensava antes.

O cérebro humano é uma máquina que se adapta a qualquer ambiente e adversidade, treine ele para fazer o que você quer e precise fazer, sempre com o foco em longevidade com uma rotina sustentável e saudável para você.

Você comentou que voltou ser funcionário e respondeu “sim e não”, como assim?

Estou usando todos meus skills de empreendedor que envolve controle de fluxo de caixa, vontade de fazer, liderança de time, gerenciamento de expectativas e muito mais, para tocar o projeto que estou envolvido.

#evolua

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